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sábado, 10 de abril de 2010

Tornar-se jornalista – Parte VI

Para jornalistas estrageiros

Vários jornalistas francófonos (ou não) de fora do Quebec perguntam-se se podem praticar sua profissão na província.

No Quebec, como vimos anteriormente, a profissão de jornalismo tem um acesso absolutamente livre. A experiência de jornalistas franceses que já são membros da FPJQ permite-nos fornecer algumas recomendações. A primeira é, em primeiro lugar, fazer uma viagem, se possível, para fazer contatos e testar as águas.

Uma vez em Quebec, durante a sua estadia, você pode identificar os meios de comunicação que lhe interessam e solicitar reuniões com responsáveis de redação para explicar que vocês acabou de imigrar e está explorando o campo.

A segunda recomendação é ter com você o suficiente para se manter financeiramente durante pelo menos seis meses. A terceira é estar preparado para responder a questão, independentemente da sua experiência em outro país: "Qual é a sua experiência jornalística em Quebec?”. À primeira vista, as perguntas podem demonstrar uma certa desconfiança, mas nada que não seja superado. Você pode começar dizendo que o jornalismo no Brasil e no Québec não são, necessariamente, praticados da mesma maneira. Há diferenças de abordagem e estilo e que você já está estudando e pesquisando sobre isto (quero deixar claro que não é para mentir, você deve sim pesquisar sobre o jornalismo na província).

A quarta recomendação é a de praticar uma certa dose de humildade. Você não será recebido como a última coca-cola do deserto. O ideal é começar a carreira de jornalismo como um freelancer.

A quinta recomendação não é uma das mais importantes: não espere começar a trabalhar imediatamente como um jornalista, muito menos em um grande veículo de comunicação. Claro que pode acontecer, mas o mais legal é começar a trabalhar com os meios pequenos até mesmo para ir se familiarizando com a área.

Dito isto, é possível conseguir um lugar no jornalismo. Há vários exemplos de jornalistas estrangeiros que conseguiram um lugar respeitável na profissão no Québec. Mas eles trabalharam duro para isso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tornar-se jornalista – Parte V

A formação

Como já foi falado por aqui, os jornalistas podem vir de todos os tipos de programas de estudo. Porém, a maior parte das empresas tendem a dar preferência aos profissionais que possuem um curso superior em comunicação/jornalismo.

Mas estudar o que? Preferencialmente um curso na área de humanas. Posteriormente, recomenda-se fazer uma pós-graduação para aprender técnicas específicas para o jornalismo, que são ensinadas em diferentes instituições. Antigamente, os jornalistas aprendiam no dia-a-dia, na prática; hoje, existem cursos apropriados que aceleram esta aprendizagem.

Mais a frente, colocarei as universidades e os cursos que cada uma oferece na área.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Tornar-se Jornalista - Parte IV

O mercado de trabalho

É difícil prever a evolução do mercado de trabalho no jornalismo porque depende, em parte, do desenvolvimento global da economia. Algumas dificuldades registradas no início dos anos 90 resultaram na estagnação, e podemos até arricar em dizer regressão, do jornalismo atual.

Mas a situação mudou e o futuro não está bloqueado, mesmo se vemos algumas dificuldades no acesso a alguns tipos de veículos ou outro. As redações estão engajadas na contratação de novos profissionais devido à aposentadoria dos jornalistas mais antigos. Um jornalista é contratado com base na sua produção anterior. Pode-se acreditar que uma pessoa qualificada e motivada pode encontrar o seu lugar no mercado de trabalho.

Como ocorre em outros setores de atividades, o jornalista começa, geralmente, como freelancer (pigiste, em francês) ou contratado. Trabalhar como freelancer significa ao invés de receber um salário fixo a cada duas semanas (como um funcionário contratado), o profissional ganha o seu pão de cada dia vendendos histórias, uma a uma, para os veículos de comunicação. Se não vende, não ganha. Porém, a natureza do trabalho é a mesma para ambos os tipos de emprego.

A concorrência do jornalismo é grande, já que qualquer cidadão pode ser um profissional desta área (claro que precisa levar em consideração outras características que já foram citadas aqui no blog). O salário por hora pode variar do mínimo até as condições do empregador. Na imprensa escrita, por exemplo, a lauda (com em média 1500 carateres) pode custar entre $25 e $250 - para aqueles que podem pagar melhor. Geralmente, uma folhade revista custa $80. Não há taxa mínima registrada por lei.

Na impressa eletrônica os contratos são realizados, geralmente, por um curto período de tempo, podendo ser renovados. Novamente, a remuneração varia de acordo com a disponibilidade da empresa. Uma empresa maior paga melhor que um de pequeno e médio porte. Na maioria dos casos os contratos são assinados por um ano e depois a empresa faz uma nova seleção em busca de novos profissionais. As produtoras de TV contratam possuem uma grande demanda de contratados.

O periodo de férias no verão, de maio a agosto, é um bom momento para colocar o currículo na rua. Em alguns jornais há programas de estágio durante este tempo, porém a seleção é realizada no mês de março. Portanto quem pensa em se candidatar, precisa começar a procurar já desdo o início do ano. Mas é importante lembrar que estes são estágios de verão, por isso é mais complicado achar um estágio permanente no verão. Cada empresa abre somente as portas que pode.

O salário de um jornalista contratado de uma grande empresa pode chegar à $50.000 após alguns anos de experiência. Um pigiste que está começando pode ganhar de $15.000 à $20.000 e o salário de um repórter que trabalha para uma revista semanal pode receber entre $20.000 à $35.000, também depois de alguns anos de carreira.

As ofertas de emprego público são geralmente raras nesta área. As vagas são primeiro postadas internamente, além disso vários cargos são preenchidos pelo QI (Quem Indica). Muito raramente se encontrará estas vagas anunciadas em sites, agências de emprego e em jornais.

Também é importante você participar de redes e fazer seus próprio reseau professionnel. Participar das atividades dos órgãos profissionais que atendem os profissionais de comunicação é uma forma eficaz de conhecer e ser conhecido. O trabalho voluntário também auxilia neste processo de conhecimento.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tornar-se jornalista - Parte III

Qualidades exigidas

Não podemos considerar uma carreira no jornalismo sem considerar certas qualidades. E quais são elas? De acordo com as vagas de emprego que provêm da Fédération Professionnelle des Journalistes du Quebec, as qualidades mais exigidas pelos veículos de comunicação são a autonomia e a independência, que permitem de encontrar a informação; o domínio perfeito da língua francesa e da capacidade de popularizar porque é preciso saber falar para todos os públicos e trabalhar para o êxito ao transmitir as informações. Saber inglês também é necessário.

O candidato à jornalista deve demonstrar o rigor intelectual e lógica, e um bom senso de análise e síntese. Às vezes, ele terá apenas alguns minutos para ler uma páginas e páginas de informações, sintetizá-las e repassar os pontos chaves em pouco segundos. Quando o trabalho exigir pressão, aí sim é que não se pode parar para pensar.

O jornalista também precisa de um bom senso crítico. Ele não aceita como verdade o que disse. Ele precisa ir de encontro com a as versões de outras fontes. Pela profissão de jornalista e, mais conscientemente, para ouvir o outro lado da moeda.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tornar-se jornalista – Parte II

Ser generalista ou especialista?

Os jornalistas devem estar preparados para cobrir não importa a editoria: economia, política, artes, fatos diversos, ciências, esportes, fenômenos sociais, etc. Para melhor realizar o trabalho, e até mesmo para encontrar um, o profissional deve dispor de uma cultura geral bastante vasta.

Um jornalista pode assumir um cargo de diretor-geral, por exemplo, e ser responsável pela cobertura de todas as editorias. Mas o mercado de trabalho inclui também coberturas especializadas de editorias como: internacional, ciência, esportes, etc. Ser um profissional especializado é, de certa forma, mais vantajoso já que o profissional tem a possibilidade de seguir as notícias sobre o desenvolvimento do setor e construir redes de contato dentro dele. Porém, a escolha deste caminho acaba restringindo as oportunidades de emprego. Ocorre também do jornalista mudar de editoria no decorrer da sua carreira. De qualquer maneira, é sempre bom estar antenado sobre tudo.

Versatilidade é um recurso importante dentro do jornalismo. É importante estar aberto para os vários tipos de veículos. Não é raro hoje em dia encontrarmos um profissional de rádio que muda para TV, ou um do impresso que muda para a mídia eletrônica e vice-versa.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Comunicação no Quebec - Uma visão de quem ainda não chegou lá...

Olá comunicadores!

Tenho recebido alguns pedidos para falar um pouco sobre as minhas expectativas de trabalhar com comunicação no Quebec. Quero deixar bem claro que o que eu vou escrever agora é a MINHA VISÃO sobre a área lá e também como a minha experiência em comunicação se encaixa neste cenário.

A ferramenta primordial neste campo é o idioma. Por isto a palavra de ordem é estudar! Este será o principal obstáculo para os comunicadores no Quebec: é imprescindível a fluência no francês para trabalhar na profissão.

Falando da minha experiência na área, trabalho desde os 19 anos (hoje tenho 26) com comunicação e há 5 com assessoria de comunicação. Fiz uma pós graduação em Assessoria de Comunicação e tenho alguns outros cursos da área como Foto e Designer Gráfico. Tenho experiência em tudo isto e em mais um pouco. Foto tenho praticado pouco, mas assim que tiver condições quero comprar uma máquina bem legal para voltar a praticar e como designer pratico isto todo dia, pois a minha experiência é em material institucional.

Como atualmente ocupo um cargo de chefia, acredito que isto tudo vai me ajudar a entrar no mercado de trabalho. Mas também se não rolar algo rápido, estou super aberta a outras opções e também a assumir cargos de nível mais baixo que o meu. Mesmo assim me sinto às vezes insegura. Sei que vai ser muito difícil entrar na minha área por conta do idioma, apesar de eu estudar pra caramba. Por isso a minha intenção é entrar na francisação para dar um gás e conseguir um emprego no qual eu trabalhe com o francês diariamente escrito e oral, como secretária ou recepcionista. Se puder ser algo em uma empresa de comunicação, ótimo. Se não, só me restar estudar e praticar.

Espero entrar no mercado de trabalho da minha área em no máximo um ano depois da minha chegada. Para isto, estou investindo energia e dinheiro nesta jornada. E aconselho que vocês façam o mesmo. Se não puderem investir financeiramente, a internet está repleta de livros, fichas, artigos sobre comunicação que podem ajudar a aprimorar-se profissionalmente.

Aconselho também a pesquisar sobre os órgãos que ficam na retaguarda dos comunicadores. Já coloquei alguns aqui no blog e seus respectivos sites. Voluntariado também é uma boa forma de adquirir uma experiência montrealaise. Os empregadores quebecois admiram e contam como experiência.

Obs: Como ainda não cheguei lá, esta é a minha visão AQ, antes do Quebec. Prometo que assim que chegar lá e tiver uma noção mais exata da situação eu venho e escrevo mais.

Espero ter ajudado quem estava um pouco sem noção...

terça-feira, 23 de março de 2010

Tornar-se jornalista – Parte I

Para os que querem seguir a carreira de jornalista no Quebec, aqui vão algumas informações que podem ser úteis.

A natureza da profissão

Para começar, o jornalista é, antes de tudo, uma testemunha que conta o mais fielmente possível os fatos importantes da nossa sociedade. Ele é responsável por uma boa parte da informação de seus cidadãos e, como tal, desempenha um papel central em uma democracia. Com acesso à informação adequada, os cidadãos dificilmente fazem escolhas erradas ou podem tomar posições em muitas questões. Portanto, o direito à informação é um direito individual importante.

Na tradição do jornalismo norte-americano, que é o Canadá, o jornalista é contratado para relatar os fatos, não para comentá-los; com raras exceções: os editorialistas e cronistas pincipalmente, ou ainda no jornalismo cultural. Se você pensa em trabalhar como jornalista para virar “estrela de televisão”, pode acabar ficando desapontado. A maioria das atividades são realizados por profissionais que ficam por dentro dos bastidores como a secretária, o pauteiro, chefe de edição, redator, revisor e outras posições existentes na profissão.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Jornalistas no Quebec

Atualmente existem mais de 45 mil jornalistas, segundo o Instituto de Estatísticas do Quebec. Não se tem certeza, mas os números apontam que destes profissionais 60% são homens e 40%, mulheres.

Dividindo por atuação: 8% são executivos, 14% dos freelancers, 53% assalariados e 10% trabalham sob regime de contrato. Jornalistas também trabalham em veículos de comunicação ao mesmo tempo. A Federação Profissional de Jornalistas do Quebec observa que 16% trabalham em rádio, televisão 27%, 21% em jornais diários, 17% em revistas e jornais, 10% em jornais regionais e 2 % em agências de notícias.

A maioria dos jornalistas que exercem sua profissão no Quebec são sindicalizados a um dos dois grandes centros sindicais: a Federação Nacional das Comunicações ou ao Sindicato Canadense de Serviço Público. Já jornalistas de veículos de comunicação de língua inglesa são sindicalizados, a maioria, à Guilde Canadense de Mídias.

Com relação aos veículos de comunicação menores como revistas e publicações semanais (hebdos), os jornalistas pigistes (freelancers) vendem suas reportagens sob condições acordadas anteriormente. Considerados empreendedores, frellancers não possuem uma condição mínima de trabalho por lei ou remuneração mínima.

terça-feira, 16 de março de 2010

Federação Nacional das Comunicações e Conselho de Imprensa

Complementando o post do dia 10 de março, vou colocar aqui dois mais órgãos importantíssimos para os comunicadores no Quebec.



O Conselho de Imprensa do Quebec é um organismo privado, sem fins lucrativos, que protege há 30 anos a liberdade de imprensa e a defesa do direito do público à informação de qualidade. Sua ação é direcionada à todos os veículos de comunicação distribuídos pelo Quebec, sejam eles membros ou não do Conselho, da imprensa escrita ou eletrônica.



A Federação Nacional das Comunicações defende os interesses econômicos, sociais, políticos e profissionais dos seus membros. A qualidade das análises, do conhecimento do setor de comunicações e da cultura são ferramentas essenciais aos sindicatos. Os serviços orientados aos membros são oferecidos graças a uma equipe especializada e experiente.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Modelos de Curriculum Vitae Quebecois

Oi gentemmmm!

Então, está rolando um tópico na comunidade do Orkut "Quero ir para Quebec" sobre o formato do Curriculum Vitae utilizado no Quebec.

Como eu tinha dois modelos que eu fiz o download por causa do curso de Francisação Online do Governo então me ofereci para enviar. Porém, a demanda acabou sendo maior do que eu imaginava e pra não deixar de atender ninguém e pra facilitar o trabalho de todo mundo, inclusive o meu, resolvi colocá-los na internet. A partir de agora pode baixar quem quiser, ok?

Peço só que se o arquivo apresentar algum problema que me avisem.


Para fazer o download do CV Quebecois - Modelo I, clique aqui.
Para fazer o download do CV Quebecois - Modelo II, clique aqui.

No mais, desejo boa sorte na construção dos seus CVs!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Meios de Comunicação de Massa no Quebec

Muitos jornalistas trabalham nos meios de comunicação de massa (a famosa sigla MCM), e no Quebec não é diferente. A Federação Profissional dos Jornalistas do Quebec reconhece os seguintes meios:

* Jornais cotidianos: São aqueles que possuem uma tiragem diária e que fazem parte de grupos de comunicação. No Quebec são 14 no total, sendo dois de língua inglesa.
- Can West Global: The Gazette (Montréal).
- Gesca: Le Droit (Ottawa); Le Nouvelliste (Trois-Rivières); La Presse (Montréal); Le Quotidien (Saguenay); Le Soleil (Québec); La Tribune (Sherbrooke); La Voix de l’est (Granby).
- Quebecor: 24 heures (Montréal); Le Journal de Montréal; Le Journal de Québec.
- Transcontinental: Métro (Montréal).
- Indépendants: Le Devoir (Montréal); The Record (Sherbrooke).

* Revistas: No Quebec existe três grandes grupos de de comunicação que reúnem mais de 150 revistas independentes em vários setores de atividades: Transcontinental, TVA Publications (Quebecor) et Rogers.

* Hebdos: São que têm tiragem apenas uma vez na semana e são distribuídos por toda a província. São cerca de 200 em todo o território quebequense sendo 1/4 pertencente ao grupo Quebecor e o restante ao Transcontinental.

* Jornais comunitários: São quase uma centena de jornais comunitários, sem fins lucrativos, de propriedade coletiva e gestão democrática. Por conta do baixo orçamento, a tiragem é limitada.

* Media alternativas: Alguns veículos se definem como alternativas, impresso ou eletrônica. São cerca de 25 mídias que reivindicam uma posição ativa na luta por uma sociedade justa, solidária, igualitária, participativa e diversificada.

* Rádio: Existe mais de 160 estações de rádio pertencentes a três grandes grupos privados: Corus, Cogeco et Astral, e uma estação pública, a Radio-Canada. Existe também cerca de 40 estações de rádio comunitária sem fins lucrativos.

* Televisão: As emissoras de TV francesas no Québec fazem parte de dois grandes grupos: TVA (Quebecor) e TQS (Cogeco). Pela língua inglesa, os canais são transmitidos pelos grupos: CanWest Global, CFCF de Bell Globemedia e Global.
- TVA detém a concessão das emissoras em Carleton, Gatineau, Montréal, Québec, Rimouski, Saguenay, Sherbrooke et Trois-Rivières;
- TQS explora em Gatineau, Montréal, Québec, Rivière-du-Loup, Saguenay, Sherbrooke et Trois-Rivières;
- Global possui emissoras em Montréal, Québec et Sherbrooke.

Jornalismo no Quebec - Uma visão geral

Aqui começa uma série de postagens para todos os profissionais do jornalismo que querem trabalhar na Bella Província como jornalista. Mas antes, leitor(a), gostaria de fazer algumas observações:

1) Apesar de toda a liberdade - tanto do profissional, quanto da profissão - declarada pela Federação Profissional dos Jornalistas do Quebec, vale lembrar que para exercer corretamente a profissão é necessário uma formação social, e esta adquirimos na universidade.

2) Mesmo que qualquer um possa se autointitular um jornalista, uma empresa séria que possui um departamento de comunicação ou uma agência de comunicação não contratará uma pessoa que não domine as técnicas da profissão, e isto só conseguimos com a a prática no campo no campo profissional.
Portanto, apesar de importantes estas informações abaixo, é bom sempre ter o pé no chão e lembrar que na realidade a história muda.

Boa leitura!


O Jornalismo no Québec

O jornalismo se pratica no Québec em um regime de liberdade de imprensa que é indispensável ao exercício da democracia. O jornalismo é também uma das poucas atividades profissionais que se assenta sobre o exercício de certos direitos do indivíduo. As restrições impostas ao jornalismo, como todas as que são impostas ao exercício de qualquer outro direito fundamental, devem ser as mais limitadas possíveis e devem poder justificar-se em uma sociedade livre e democrática. A regra é a liberdade de imprensa, as restrições são a exceção.

O Quebec não segue
o modelo de certos países europeus – que possuem um código de imprensa – para seguir a prática do jornalismo. O jornalista no Québec é considerado cidadão como qualquer outro e é submetido às mesmas leis: código civil e criminal para questões de difamação, de respeito à vida privada, de propaganda enganosa, etc. e principalmente leis que são dirigidas para todos (incluindo os meios de comunicação) com relação a proteção de crianças e adolescentes. Os veículos de comunicação são legalmente responsáveis sobre tudo o que divulgam ou publicam.

No Québec, como em outros lugares, a imprensa conquistou sua liberdade lutando conta o poder do Estado que obtinha o controle do que era veiculado na imprensa. Jornalistas quebequenses foram presos e os veículos de comunicação interditados no século XIX quando reclamavam por um regime político-democrático. Atualmente, a intervenção do estado na imprensa é quase nula, mesmo com vários órgãos do governo fornecendo apoio financeiro.

Jornalistas no Quebec não estão sujeitos a alguma ordem de regulamentação. A profissão se exercer dentro da mais pura liberdade e também não é exigida uma formação especializada, exame de competência, nem estágio obrigatório em uma empresa. Não existe uma carteira obrigatória para praticar o jornalismo. Certos veículos de comunicação possuem seus próprios regulamentos internos ou certas convenções coletivas.

Não existe um reconhecimento legal da profissão ou do título de jornalista. Qualquer cidadão canadense pode se intitular jornalista sem infringir a lei.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Crise de Imagem na Comunicação Empresarial

Não é querendo me gabar não, mas que o trabalho de conclusão do curso de pós-graduação em Assessoria de Comunicação que eu elaborei junto com as minhas amigas Danielly Pontes e Amanda Rívia, ficou ótimo, isso ficou! Saiu até uma notinha no jornal da faculdade. A minha intenção é utilizá-la como base para um estudo de mestrado em Comunicação Organizacional mais a frente.

Saca só:



Guia Prático

Um guia prático abordando as crises de imagem empresarial está apresentado, como trabalho de conclusão de curso, por pós-graduadas em Assessoria de Comunicação da Escola Superior de Relações Públicas – Esurp.

Amanda Rívia Figueiredo (RP), Danielly Pontes (RP) e Karolina Britto (Jornalista) não mediram esforços e realizaram uma pesquisa, gerando o projeto, reunindo de maneira básica e prática conceitos, definições de como proceder diante das crises de imagem.

Divisão do Trabalho

O trabalho das pós-graduadas está dividido em quatro partes: prevenção a crises de imagem; antes e durante crises de imagem; em meio às crises de imagem e finalmente na última parte é feita a abordagem voltada para os momentos pós crises de imagem.

Na primeira parte do TCC existe a exploração do conhecimento de alguns conceitos e definições importantes. Uma abordagem que é iniciada com a Comunicação, com os dados, informações e conhecimento. Passa pela Comunicação Simbólica e o Simbolismo; explora as modalidades de comunicação abordando vários outros aspectos próximos do tema central.

Não fica sem um estudo mais detalhado a comunicação empresarial preventiva com o seu planejamento da gestão de crises (PGC). No terceiro momento são mostradas técnicas e ações indispensáveis que passam a atuar no antes e durante crises de imagem. Toda a pesquisa é encerrada com as formas de reação às crises assim como a avaliação do saldo gerado: hora de avaliar o saldo quando é mostrado o recobrando a imagem da empresa.

Na conclusão as pós-graduadas afimram que “crises de imagem são como terremoto: avassaladores, terríveis, cruéis e marcantes. Sempre deixam sequelas que são sentidas por muito tempo. Algumas, jamais são esquecidas”.

Contatos com as autoras:
amanda.rivia@gmail.com
daniellypontes@yahoo.com.br
britto_krol@hotmail.com

Nota: O trabalho está arquivado na biblioteca da Esurp, para pesquisa.

Associação e Federação de Jornalistas no Quebec

Dois órgãos importantíssimos para quem trabalha com jornalismo no Brasil e pretende exercer esta profissão no Québec:


A Associação dos Jornalistas Independentes do Quebec (AJIQ) é a única organização no Quebec que trata dos problemas e do futuro dos jornalistas na província. Para saber mais sobre a Associação clique na imagem acima.




A Federação Profissional dos Jornalistas do Quebec (FPJQ) é uma associação democrática sem fins lucrativos que é formada sobre uma base voluntária de 2100 jornalistas em mais de 250 meios de comunicação. É a principal e a mais representativa organização jornalística no Québec. Para saber outras informações sobre a Federaçao clique na imagem acima.

Apreciem, sem moderação!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Telecomunicações no Quebec

O primeiro jornal publicado no Quebec foi o Québec City Gazette, publicado pela primeira vez em 1764, na Cidade de Quebec, em inglês e em francês. Este jornal ainda é publicado em tempos atuais, sob o nome de Quebec Chronicle-Telegraph, tendo sido publicado somente em inglês a partir de 1842 (e mudado de nome para seu nome atual em 1884). O The Gazette of Montreal, o jornal publicado em francês de maior circulação no continente americano, foi fundado em 1778, em Montreal, sob o nome de La Gazette du Commerce et Litteraire. São publicados atualmente no Quebec cerca de 250 jornais diferentes — primariamente em francês ou em inglês, mas algumas em chinês, italiano ou outros idiomas, na região metropolitana de Montreal.

A primeira transmissão de rádio no Canadá foi realizada no Quebec, em Montreal. A primeira estação de rádio da província — e do país — foi fundada em 1920, em Montreal, pela mesma companhia que havia realizado a primeira transmissão de rádio do Canadá. A primeira estação de televisão do Quebec foi fundada em 1952, em Montreal. Atualmente, o Quebec possui cerca de 175 estações de rádio e 15 estações de televisão, que possuem sua programação primariamente em francês. Muitas das estações, porém, possuem sua programação em inglês ou mesmo em outros idiomas, como chinês e italiano, por exemplo, especialmente na região metropolitana de Montreal.