O mercado de trabalho
É difícil prever a evolução do mercado de trabalho no jornalismo porque depende, em parte, do desenvolvimento global da economia. Algumas dificuldades registradas no início dos anos 90 resultaram na estagnação, e podemos até arricar em dizer regressão, do jornalismo atual.
Mas a situação mudou e o futuro não está bloqueado, mesmo se vemos algumas dificuldades no acesso a alguns tipos de veículos ou outro. As redações estão engajadas na contratação de novos profissionais devido à aposentadoria dos jornalistas mais antigos. Um jornalista é contratado com base na sua produção anterior. Pode-se acreditar que uma pessoa qualificada e motivada pode encontrar o seu lugar no mercado de trabalho.
Como ocorre em outros setores de atividades, o jornalista começa, geralmente, como freelancer (pigiste, em francês) ou contratado. Trabalhar como freelancer significa ao invés de receber um salário fixo a cada duas semanas (como um funcionário contratado), o profissional ganha o seu pão de cada dia vendendos histórias, uma a uma, para os veículos de comunicação. Se não vende, não ganha. Porém, a natureza do trabalho é a mesma para ambos os tipos de emprego.
A concorrência do jornalismo é grande, já que qualquer cidadão pode ser um profissional desta área (claro que precisa levar em consideração outras características que já foram citadas aqui no blog). O salário por hora pode variar do mínimo até as condições do empregador. Na imprensa escrita, por exemplo, a lauda (com em média 1500 carateres) pode custar entre $25 e $250 - para aqueles que podem pagar melhor. Geralmente, uma folhade revista custa $80. Não há taxa mínima registrada por lei.
Na impressa eletrônica os contratos são realizados, geralmente, por um curto período de tempo, podendo ser renovados. Novamente, a remuneração varia de acordo com a disponibilidade da empresa. Uma empresa maior paga melhor que um de pequeno e médio porte. Na maioria dos casos os contratos são assinados por um ano e depois a empresa faz uma nova seleção em busca de novos profissionais. As produtoras de TV contratam possuem uma grande demanda de contratados.
O periodo de férias no verão, de maio a agosto, é um bom momento para colocar o currículo na rua. Em alguns jornais há programas de estágio durante este tempo, porém a seleção é realizada no mês de março. Portanto quem pensa em se candidatar, precisa começar a procurar já desdo o início do ano. Mas é importante lembrar que estes são estágios de verão, por isso é mais complicado achar um estágio permanente no verão. Cada empresa abre somente as portas que pode.
O salário de um jornalista contratado de uma grande empresa pode chegar à $50.000 após alguns anos de experiência. Um pigiste que está começando pode ganhar de $15.000 à $20.000 e o salário de um repórter que trabalha para uma revista semanal pode receber entre $20.000 à $35.000, também depois de alguns anos de carreira.
As ofertas de emprego público são geralmente raras nesta área. As vagas são primeiro postadas internamente, além disso vários cargos são preenchidos pelo QI (Quem Indica). Muito raramente se encontrará estas vagas anunciadas em sites, agências de emprego e em jornais.
Também é importante você participar de redes e fazer seus próprio reseau professionnel. Participar das atividades dos órgãos profissionais que atendem os profissionais de comunicação é uma forma eficaz de conhecer e ser conhecido. O trabalho voluntário também auxilia neste processo de conhecimento.








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